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Ricardo Peró Job

Luzes & Sombras

Diferenças 

O presidente “Lula” nomeou para a Secom, para atuar na organização do G20, Ricardo Blattes. Acontece que o “cumpanhero” é acusado por diversas servidoras do Cade de assédio. Cabe lembrar que o ex-presidente da Caixa Econômica Federal entre janeiro de 2019 e junho de 2022, Pedro Guimarães, foi demitido e se tornou réu por assédio sexual e moral contra funcionárias do banco depois que a Justiça Federal de Brasília aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra ele. Ou seja, agora pode. É o assédio do “bem”. 

Prioridades 

Sem ter mais o que fazer, os ministros Celso Sabino, do Turismo e Simone Tebet, do Planejamento, tentam implantar um escritório regional da Organização Mundial do Turismo (OMT) às custas do Brasil. O contrato de estruturação do organismo tem poucos detalhes, mas parte do que vai custar ao contribuinte R$25 milhões. 

Prioridades II 

Não contente com a atuação pífia diante das cheias no Rio Grande do Sul, que teve como ponto alto a nomeação do “gauleiter” Paulo Pimenta numa tentativa de desmoralizar o governador gaúcho, o governo federal resolveu gastar em publicidade televisiva para “combater” as supostas notícias falsas sobre a sua atuação no Estado. Dinheiro para os atingidos, fica para depois. 

Segredo 

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, impôs sigilo para as informações sobre passagens, diárias, motivo e destino de suas viagens. Desde que tomou posse, em dezembro do ano passado, Gonet já gastou R$ 75 mil neste quesito. O procurador-geral também indicou nesta semana o subprocurador-geral da República Nicolao Dino para assumir a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão considerado estratégico no Ministério Público Federal. Procurador de carreira, Nicolao coincidentemente é irmão do ministro Flávio Dino, do STF. 

 

Segredo II 

 

Embora a grande mídia prefira culpar os prefeitos e o governador gaúcho pela falta de obras de prevenção, o presidente “Lula” não incluiu no Novo PAC dois projetos contra enchentes que pedidos em julho do ano passado pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Um deles previa a construção de um sistema de diques, ao custo de R$ 447 milhões, para evitar inundações em Eldorado do Sul. O município teve, nesta última enchente, praticamente toda a sua área alagada. O outro criava uma barreira contra as cheias no Rio Gravataí e seus afluentes, em Alvorada e na capital Porto Alegre, com custo estimado em R$ 2 bilhões. 

Vingança 

A medida provisória baixada pela presidência da República que autoriza a importação de um milhão de toneladas de arroz, mesmo os produtores do RS já colheram em torno de 85% da safra prevista para este ano, portanto, inexistindo o risco de desabastecimento, é eleitoreira e prejudicial à cadeia produtiva de arroz. A importação, dirigida por Edgar Pretto, ligado ao MST, terá como foco a distribuição do arroz subsidiado no comércio de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Pará e Bahia, os maiores mercados consumidores do País e onde o governo mais teme uma derrota eleitoral nas capitais. Enquanto isso, arrozeiros do RS usam seus equipamentos para drenar as águas que inundam o aeroporto Salgado Filho e outros bairros em Canoas. 

 

 

 


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