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Ricardo Peró Job

Luzes & Sombras

Estado Novo

A PF, que sempre se caracterizou por sua independência, agora sob o comando ilegal do ministro da Justiça Flávio Dino, está se transformando em uma “polícia política”, usada para perseguir adversários políticos do governo. O novo alvo é governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, investigado por suposto crime eleitoral durante sua campanha. A PF apura se o episódio do tiroteio ocorrido durante sua visita na zona sul da capital paulista foi forjado com o objetivo de impulsionar a sua campanha. Acontece que o caso já foi investigado pela Justiça Eleitoral e a conclusão é que o episódio de fato ocorreu e que não houve ingerência política eleitoral. Tarcísio de Freitas faz um excelente governo em São Paulo e, diante do impedimento de Jair Bolsonaro, surge como um eventual adversário do lulismo nas próximas eleições.

Estado Novo II

Enquanto o TSE, hoje um puxadinho milionário do STF, segue em sua saga de perseguições à parlamentares não alinhados com o governo e ao ex-presidente Bolsonaro, a PF a cada semana deflagra nova investida contra os “inimigos da pátria”.  Na semana passada, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, deflagrou a décima nona fase da Operação Lesa Pátria para identificar pessoas que incitaram, participaram e fomentaram os atos de 8 de janeiro.

Bandalheira

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União apurou superfaturamento em um pregão da Fundação Nacional da Saúde. A licitação era para contratação de fornecimento, transporte e instalação de sistemas de cisternas. A auditoria também identificou a indefinição de critérios de seleção dos beneficiários no edital, o que vai contra os princípios administrativos.

Estado de sítio

O Rio de Janeiro está dominado pelo crime organizado. Na semana que passou, mais de trinta ônibus foram incendiados juntamente com um vagão do trem urbano e uma carreta, em represália à morte de um líder miliciano abatido pela polícia. Os arrastões nas praias e ruas cariocas se tornaram rotina, assim como as execuções em plena luz do dia. Anos de leniência – quando não de cumplicidade - das autoridades com o crime, aliadas a frouxidão das leis causaram tal situação. Agora, o governador Cláudio Castro, solicitou uma reunião de emergência com os presidentes da Câmara e do Senado para pedir a criação de leis mais duras para o crime, assim como o fim das progressões de pena. Cabe lembrar que, no início do governo de Jair Bolsonaro, o então ministro da Justiça Sérgio Moro apresentou no Congresso um pacote anticrime muito bom, que foi rejeitado. Moro não obteve nem mesmo o apoio do então presidente Bolsonaro para a aprovação do seu projeto, que entre outras coisas, limitava as progressões de pena.

Agradando

Criticado por diversos países pela sua atuação no comando da ONU, o português António Guterres, secretário-geral da entidade, parece estar agradando o governo brasileiro. Esta semana, na contramão da opinião geral dos países membros, recebeu um elogio público do chanceler brasileiro Mauro Vieira.

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